Eu queria embrulhar mil palavras, todas elas bem limpinhas e bem vestidas em visco ou ceda. Cores neutras e bem educadas; preto básico e português nativo. Elas seriam bem do jeito que tu sempre quis, mal acostumada ou não, bem como sempre as espera de mim. Embaralhadas mas em ordem, de maneira que se soltas, soassem como mais valioso som, mais perfeito tom; onde nenhum tímpano existisse sem ouvi-las. Começaria do coração, e terminaria da alma, de maneira que cada vez que as lesse me cegassem os pulmões. Eu as cantaria em canções de ninar até onde a última criançinha pescasse os olhinhos. Eu as viveria da primeira até a milésima; mastigaria cada uma, uma a uma, antes de aconchegá-las em seu futuro transporte até seu eterno lar.Colocaria todas em um caixote envelhecido, envolto por uma fita de soga e selado por beijos e perfumes. Nenhuma criatura reconheceria tamanha combinação, a não ser Ela...
Ah, se eu pudesse entregar em mãos! O mundo pararia enquanto o nó fosse desfeito. Cada segundo precedente seriam como badalos de meia-noite um atrás do outro. Nada cederia a não ser a lágrima de Sua face. E eu diante, sem ar ou quaisquer tremor, feliz de amor como poucos topam, escutaria de seus lábios o transcrever do cartão:
Eis aqui teu presente de aniversário, meu amor. Mil palavras jamais ditas antes a qualquer mortal. Elas significam meu sentimento por ti, o qual somente tu, com sua mãozinha és capaz de senti-lo.
E sabes que dentro de ti; dentro do teu coração existe preso um amor que é só meu... um amor que é todo nosso, e que espera ansioso para despertar...
Eu te amo..
09/03/2010 Clóvis de Castro
Dedeeeeeeee... oi!!! Ahamm né!!!
ResponderExcluirBeijooo