Clóvis de Castro

... como aprendiz, questiono tudo.Até a mim mesmo por vezes. Assim fortaleci minha autoconfiança, meus olhos e meus sentidos...

Um em especial.

O Sexto...

(Clóvis de Castro, ás 14:53 do dia 20 de janeiro de 2010)
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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Muito prazer...


Eu sou um poeta. Um poeta de mãos e frases limpas, tão limpas que se confunde com o branco dos meus olhos. O laquê que uso não mais se usa, então meu cabelo vive a moda antiga; minhas palavras são inventadas no forte do sono e as teclas substituem aos poucos o papel. A preguiça me da nojo e, se me permito, só um banho me reanima. Dor de cabeça como se fosse castigo – uma resposta ao cérebro, como se precisasse.

O entendimento sobre as pessoas tem me feito tão bem. Cada desenrolar de vida alheia desenrola a minha, como se houvesse uma ligação direta e dependente uma a outra. O meu feliz é o feliz do outro, e isso me dá um prazer... Aos poucos me aperfeiçôo no que realmente sou e já controlo o funcionamento da minha emoção; tarefa tão difícil, demorada e quase impossível para muitos ou uma vida.
A modéstia dificilmente irá me acompanhar, e ela nem me faz falta. Não me importa que sobre certeza, só não quero que falte amor. Não movo um sapato pra provar nada a ninguém – saio de cena e amo mais um pouco, porque enquanto uns estão indo, estou esperando com a provisão montada.

-Te aprochega vivente, ou pega a estrada a leste e vai-te cambaleando baixo do mesmo jeito que veio, pois mesmo um Quero-quero solitário aprende a voar ante o inverno...-

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