Talvez eu fosse um menino comum, incomum em muitas coisas. Poderia ser diferente porque estudava pela manhã, trabalhava a tarde e andava de skate a noite. Ou porque queria ter uma esposa e filhos tão logo quanto vivia a pulberidade e minhas primeiras aventuras amorosas. Poderia ser diferente por bagunçar na aula e tirar notas boas mesmo assim; ou por cantar sem parar, e ter a habilidade de conquistar. Eu poderia ser um conquistador, um cantor, ou um estudioso. O faço todos muito bem, mas hoje são apenas qualidades ou qualquer outra coisa que não me distingue mais de ninguém. As coisas tem a tendência natural de sempre se aproximar do normal, mesmo que não exista ninguém ‘normal’. Eu não sou normal, e então eu penso. A diferença é se você reconhece ou consente, se você viu ou enxergou, se você tocou ou sentiu. Eu nunca toco, eu sinto. Eu sinto que o mundo ambulante está cada vez mais igual, onde TODOS os avanços tecnológicos, econômicos e etecéteras contribuem para isso. Homogeneização do mundo ambulante.
Talvez eu devesse gritar nas janelas do céu, escrever um livro ou tirar na mega-sena para quem sabe o talvez saísse do alcance das pessoas e dos acontecimentos, e gozásse-mos com mais orgulho da frase : “ ninguém é igual a ninguém”, que compete efusivamente com a fraudulenta que diz : “somos todos iguais”.
- Será que é tão difícil escolher qual frase contém o nexo que alimenta minha vontade, minha curiosidade?
É... talvez eu fosse um menino comum. Apenas Ctrl+Ceziasse de algum lugar palavras difíceis de entender, brincasse de sentir, de enxergar, de reconhecer, e voltasse a ‘fila indiana da vida’ que tantos adoram; vivesse por momentos e ingenuamente desconhecesse o tempo e suas atribuições de existência, de rotina e fundamentalidade.
Não, muito obrigado.
Não, muito obrigado.
“ de gênio e louco, todo mundo tem um pouco.”

Amanheci "ouvinte" - de pássaros, de chuva e de música...e lembrei de você. E pra você envio agora minha enrgia, porque dividindo ela se multiplica. Bom dia!
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