E ai vem peixe! Quase 20 homens se esforçam puxando a rede; um, dois km para uma ou duas toneladas de pescado. A cada amanhecer uma surpresa. É claro que a época e os anos de experiência ajudam, mas o frio na barriga misturado ao cansaço é o que motiva esses nativos pescadores buscar o pão de cada dia no mar; este que é sempre justo.
Já avisto os pimeiros. Tainha, pescadinha, até arraias e carangueijos caem na armadilha humana.
Não consigo distinguir se, para os pescadores, esse ritual diário é mais do que apenas necessário ao sustento. Se vivem o hobbie, sentem o prazer como muitos em suas profissões - se nativos pescadores, "manés da ilha" viveram outra oportunidade a não ser a repassada da antecessora geração.
Por um instante viajo, mas volto ao notar o circulo que quase forma as bóias superiores da grande rede.
Gaivotas. Dezenas delas sobrevoam a "sala de jantar", anciosas pelo banquete fácil. E eu, que não sou de ferro, encerro aqui pra me juntar aos curiosos.
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