Sei que não existem motivos que justifiquem de maneira clara e objetiva o porquê não escrevo de maneira mais clara e objetiva, mas prometo me esforçar por hora.
Por toda minha vida agi de forma a ser compreendido. Confesso que nada me deixa mais fora de mim do que ser mal interpretado. Também, por muitas vezes, tentei me definir, mas nunca consegui - e nem vou.
Ainda que os anjos decifrassem o que penso, voltariam loucos aos lares celestiais. Ainda que meu idioma explicasse-me em plavras e sentimentos, tudo soaria como música descompassada a tímpanos e retinas pseudo-humanas.
Ainda que eu partisse do zero, começasse a recomeçar, minha consciência retornaria-me mais convicto do que sempre, mais rápido do que nunca. Não que e traçe a solidão, mas não mais busco que compreendam-me. Tirei o mundo das costas e o coloquei ao alance das minhas mãos. Eu sinto muito. Eu os entendo. Quem sabe não faria e pensaria as mesmas coisas...
Mas hoje, como nunca, não posso parar. Me espus o suficiente para não desistir.
Enquanto sentir o que sinto, ver como vejo, ouvir quanto ouço, viverei isso tudo ao som da minha música. Inconsequente, incompreensível ou displiscente, ainda "sou dono do meu destino, capitão de minha alma".
Feliz o dia que gargalharemos saúde e beberemos algo à mesma mesa, à mesma pátria.

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