Ninguém sabe o que lhe faltava. Minutos eram superestimados, pois ao lado deste sempre seria completo. Ele sabia. Ela não via.
Como se não bastasse, se afastava o suficiente, sempre, pra sentir falta e voltar. Sempre voltava. Um dia não mais. Alguém disse o que nem ele mais acreditava, mas ele contiuou.
Depois desse dia, suas costas não doeram mais, parou de emagrecer, mas a certeza que sempre tinha se tornara, aos poucos, obsoleta. Ele tinha algo no coração que jamais ninguém entendeu. A ele era claro tanto quanto puro e... impenetrável. Nenhuma técnica ou definição 'freudiana' se aplicava de maneira prática, tão menos teórica. Seus olhos definhavcam-se, caricaturamente. Talvez não fosse a infelicidade, mas a falta dela.
A quem diga que eles se entendiam, se correspondiam, mas todos acreditavam, também, que isso poderia acontecer com um pouco menos de sofrimento. Era lindo vê-los e senti-los como um espetáculo ou um por-do-sol. Era comum e engraçado a incomunicância deles gerada pelo medo, pela dúvida e pela falta de alguma coisa; algo que até hoje nenhum nem ninguém conseguiu desvendar. Era triste vê-los longe, um em busca do outro, sem compreender que o destino já os aproximara uma vez; sem enchergar na simplicidade do amor a complexidade de suas existências.

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