Clóvis de Castro

... como aprendiz, questiono tudo.Até a mim mesmo por vezes. Assim fortaleci minha autoconfiança, meus olhos e meus sentidos...

Um em especial.

O Sexto...

(Clóvis de Castro, ás 14:53 do dia 20 de janeiro de 2010)
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sexta-feira, 26 de março de 2010

'Eu quero uma casa no campo...'


Hoje eu entrei num bar desses de filme sabe... Num ‘bulicho’ desses de beira de estrada que vende cachaça, fósforo e farinha. Achei bem legal pelo cheiro de roupa guardada característico, pelas cadeiras e mesas vazias e aquele baleiro em cima do balcão de vidro ( última moda em 1960 ). Atrás deste, uma senhora de uns 135 anos, cabelos levemente grisalhos e falando um dialeto daqueles que se aprende meio que na marra sabe, mal abrindo os lábios pra falar. Pedi a informação que precisava, e como quase todo mundo, acabei não entendendo a metade e duvidando da outra. Continuei minha jornada.
É incrível como nos dias de hoje, anos e anos de evolução, a mesma não tenha invadido lugares de ‘lida de campo’ como esse que visitei hoje. Claro que energia elétrica, e uma que outra antena parabólica se enxerga, mas me arrisco dizer: Isso não mudará significativamente nos próximos 50 anos, pois a calmaria, o cheiro verde e beleza do local dessa vida sem igual conspiram em perdurar. E representantes da nossa raça que vivem ali, pouca questão fazem de que isso mude. Nem formações superiores, nem tratores modernos, nem empréstimos e promessas de políticos. Ali o tempo se arrasta, as estrelas mudam de lugar todas as noites e o ecossistema interage da mais pura e verdadeira forma.
O grilo estrila.
O sapo coaxa.
Boa noite.

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